domingo, 4 de outubro de 2009

Deja-vu?

O filme de 1986 e de 2007 se repete neste ano. Dois favoritos de uma equipe e um azarão de outra.

As oportunidades citadas aconteceram com Nelson Piquet, Nigel Mansell (ambos da Williams) e Alain Prost, da McLaren. O francês era tido como carta fora do baralho. Mas a dupla da equipe do tio Frank estava em guerra, o que prejudicava ambos. E, em Adelaide, Prost venceu a corrida e o campeonato.

Em 2007 foi mais grotesco ainda. Tudo bem, Lewis Hamilton não era nenhum cauteloso e só sabia acelerar feito um maluco. Mas perder um campeonato tendo 17 pontos de vantagem (em 20 possíveis) foi de doer. Fernando Alonso era o segundo na tabela e também ficou sem a taça. O responsável em tirar o doce da boca da McLaren foi Kimi Raikkonen, que venceu as duas últimas provas e garantiu o mais inimaginável campeonato.

Agora, a história se repete. Jenson Button e Rubens Barrichello, da Brawn, que, de um modo geral, sobraram na temporada, contra Sebastien Vettel, da Red Bull, que ganhou sobrevida após vencer o GP do Japão.

Não é fácil, lógico. O súdito da Rainha tem 85 pontos, contra 71 do brasuca e 69 do alemão. Subir ao pódio em Interlagos significará comemorar o título da temporada para Button. Mas as duas ocasiões acima mostram que tanto Barrichello quanto Vettel devem lutar pela vitória.

O brasileiro manterá-se vivo na disputa se vencer e seu companheiro chegar abaixo do quarto lugar. Para o jovem alemão, a tarefa é mais difícil. Para chegar nos Emirados Árabes com chances, terá de vencer e torcer para Button ser apenas o sexto.

Ou seja, tudo pode acontecer, ainda. E, como 2008 deixou de lição, cautela demais pode transformar-se em desespero.

domingo, 20 de setembro de 2009

Tropeço para o bem do campeonato


Para alívio dos torcedores do Inter e Palmeiras, o São Paulo não obteve êxito contra o Santo André. Pior para os Tricolores, melhor para o campeonato. A boa e velha arma de fazer um gol e segurar até o final - o que vem dando certo desde 2006 - não funcionou. Pablo Escobar saiu do banco, entrou no lugar do vaidado Marcelinho e fez o gol de empate, deixando o campeonato ainda mais emocionante.


Sobre o Inter, é decepcionante para seus torcedores ver a equipe deixar escapar duas vezes a chance de ser líder. Semana passada derrota para o Cruzeiro e agora para o Vitória, que também tirou três pontos do Palmeiras, mas perdeu os mesmos para o São Paulo.



Mas se os de cima vivem um período de indefinições, lá em baixo a justiça está sendo feito. Sim, ela tarda, mas aproveitando a "Semana na Conciliação", o futebol também resolveu alguns fatos que devriam mesmo ser corrigidos. Caso você ainda não tenha se tocado, estou me referindo ao rebaixamento do Fluminense.



Uma equipe que já caiu inúmeras vezes por sua própria incompetência, mas que raramente figurou nas divisões de baixo devido as mutretas dos cartolas e da CBF, o Flu está voltando à Série B. Para confirmar o virtual descenso, o Tricolor das Laranjeiras tomou uma surra de 5x1, do Grêmio, no Olímpico.

No mais, deve-se destacar a vitória do Goiás, por 4x1, sobre o Corinthians, no Pacamebu. Os Esmeraldinos voltam a ficar perto do G-4 e deixam os torcedores corinthianos com um ponto de interrogação gigante para o clássico de domingo, contra o Tricolor.



Bom, e assim vamos nós, quarta-feira tem mais do Brasileirão, afinal a rodada ainda não acabou. No meio de semana temos o Palmeiras lutando para se manter líder. Um jogão em BH, já que o Cruzeiro também não pode perder caso queira disputar Libertadores no ano que vem.

domingo, 13 de setembro de 2009

Confronto direto

Jenson Button versus Rubens Barrichello. A partir de agora, é um contra o outro.

Sim, porque depois da corrida de Monza, fica difícil imaginar, em circunstâncias normais, que a dupla da Brawn deixe escapar tamanha vantagem para os rivais, especialmente os dois da Red Bull, que zeraram na Itália.

E aí começam as previsões.

As quatro pistas restantes são muito parecidas em características. O clima deve variar. Cingapura e Emirados Árabes com muito calor; Japão e Brasil com alguma possibilidade de chuva. Jenson Button conseguiu um pódio, depois de muito tempo. Será a recuperação ou apenas uma exceção?

Quanto a Rubens Barrichello, a tarefa não é das mais fáceis: tirar 14 pontos em quatro etapas. Seria necessário vencer todas e torcer para, pelo menos, um abandono de seu companheiro (ou que o inglês chegasse sempre em quarto).

Mas para quem estava há 27 pontos, e agora está a 14...

O que vale lembrar, nesse final de campeonato, no entanto, é que não existe mais só Red Bull e Brawn. Ferrari e McLaren se recuperaram e podem ser os fiéis da balança desse final de campeonato. Button irá apenas marcar Barrichello. Este, por sua vez, como franco-atirador, correrá sem pressão.

Enquanto houver chance matemática, a luta persiste. E, no quesito emocional, o brasuca está anos-luz à frente do inglês, que despencou após o GP da Inglaterra.

Para o bem do campeonato, além dele não ser decidido nas vitórias (o que poderia definir Jenson como campeão já em Cingapura), a disputa promete ser direta e limpa. Como toda F-1 quer.

Todos culpados

Ao contrário do que muitos estão fazendo, não vale colocar esse episódio como o principal assunto.

A batida proposital de Nelsinho Piquet já foi confirmada pelo mesmo. A telemetria mostra exatamente isso: o brasileiro acelerou quando, pelo certo, deveria frear. Segundo Nelsinho, só ele, Pat Symonds e Flávio Briatore sabiam. Revoltado, o chefão partiu para ofensas pessoais.

Essa briguinha à lá Ratinho terá conseqüências, sim; não acredito que terminará em pizza. Mas todos serão prejudicados. O piloto, que aceitou se arriscar e só abriu a boca depois de demitido; a equipe, que impôs a batida com chantagens; o chefão, que está em maus lençóis e abriu a boca para falar o que não devia.

Fazer qualquer julgamento sobre o brasileiro é precipitado. E errado. No lugar dele, qualquer um se sujeitaria a isso. Manobras de caráter duvidoso são comuns na categoria. Só pra lembrar uma das mais recentes: David Coulthard, no GP do Japão, em 1999, que bateu no muro e fechou propositadamente a passagem de Michael Schumacher, que vinha na perseguição à Mika Hakkinen, companheiro do escocês. Foi tão perigoso quanto o acidente de Piquetzinho. E ninguém nunca falou nada a respeito. Por que agora?

O que mostra que, na F-1 não existe nenhum Davi.

Tudo do mesmo, de novo?!


Derrota do Palmeiras e do Internacional, vitória do São Paulo. Passam os anos, jogadores e os campeonatos, e o Tricolor continua o mesmo! Matando um por um e no final conseguindo o objetivo. Ora com folga, ora no sufoco, lá vem o Jason encher a paciência mais uma vez.

Sim, é cedo. Estamos apenas na 24º rodada da competição, ainda restam quatorze jogos para o fechamento do campeonato, mas tem ficado em evidência a força do elenco São-paulino, em relação aos demais times. Mas então por que o São Paulo não ganha a Libertadores? Porque Libertadores é pra time de momento, assim como foi a Copa do Brasil para o Corinthians. Equipes formadas para triunfarem em um curto período de tempo - trabalho a curto prazo na linguagem econômica.

Diferente dos demais, a equipe paulista tem elenco, o que torna fundamental o seu favoritismo e ascensão em campeonatos longos, como é o Brasileiro. Haja vista a ausência de Hernanes, que não foi tão sentida para o time quanto foi a perda do Pierre para o Palmeiras.

Se o campeonato não fosse pontos corridos, apostaria no Verde ou no Inter, mas como não é, e por tudo o que citei, o São Paulo tem grandes chances de se tornar Tetra-Heptacampeão Brasileiro.

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